♥{[eva]}_Lord Submissor♥
Eternamente tua Dono... Te amo mais que muitão hoje e sempre.
sábado, 12 de maio de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Eu me lembro de uma sensação de que não ia dar conta… de que tudo ia perder a cor, o som, o sentido…
De uma sensação de vazio sem fim… de uma dor que sufocava…
Mas eu me lembro também de uma surpresa… a surpresa de ver o tempo passar, e a vontade de continuar em mim… e a vontade de crescer e superar…
Eu me lembro que nem pensei em desistir…
Eu me lembro de uma vontade de achar um motivo pra sorrir de novo e me lembro disso como se tivesse sido há muito tempo…
Porque hoje… mesmo convivendo ainda com o silêncio insuportável que me grita todos os dias, mesmo assim… tem o som da sua voz que me anima… a sua risada que me faz encontrar forçar pra continuar…
Eu me lembro todos os dias, mesmo que em alguns deles eu esteja triste, que ainda assim hoje eu sou mais feliz.
É que quando eu penso no Senhor, eu lembro de mim…
terça-feira, 3 de abril de 2012
Devaneios2

O mundo começa a dar giros e eu penso estar flutuando, quando percebo que continuo no mesmo maldito lugar. Fico me perguntando se o motivo dessa confusão são as bebidas ou os pensamentos, e não chego a lugar nenhum. Evito voltar a pensar com mais um copo cheio, e logo me dou conta da inutilidade daquilo que estou fazendo. E tudo aquilo que eu tentei tão arduamente esquecer, me volta como um baque na mente. O sorriso pequeno e frequentemente sarcástico, as palavras ácidas, os fios de cabelo moreno, os olhos pequenos demais para tanta frieza. E toda doçura que ela consegue ter apesar de todas coisas amargas em sua volta. Lembrei daquela época em que suas palavras ainda eram delicadas e gentis, de como suas bochechas sempre ficavam vermelhas quando eu fazia algum elogio – mesmo que ela negasse -, do toque macio, os lábios suaves. Lembrei do corpo curvilíneo e inseguro. Do andar confiante. Da risada debochada. Dos olhos escuros. Da pele clara. E tudo que eu havia vetado se transforma em uma obsessão que eu não posso cortar, eu preciso dela, preciso do seu cheiro, sua voz. Eu não posso impedir que ela me atinja com sua força total, e me desmorone como sempre faz, toda vez que ocupa mais lugar dentro de mim que eu mesmo.
E, conforme os passos se apressam e o ritmo da pulsação aumenta, o ar começa a ficar cada vez mais gelado e o vento parece mais insuportável a cada segundo. Eu não sei o que deu em mim, só sei que preciso te esquecer. Eu gosto do vento pegando na minha cara e odeio o frio do inverno. É assim desde que eu nasci, e pretendia morrer odiando frio e amando vento. Só que, agora… Não sei. O frio parece me acolher e entender, enquanto o vento só bagunça ainda mais minha vida e inverte as minhas ações. Eu tento fazer com que tudo se ajeite, eu quero que tudo dê certo – mas a culpa é do vento. Ele fica levando as coisas para o lado contrário. Eu jogo amor, e você recebe carinho. Eu grito, você escuta apenas um sussurro. É como se a nossa conexão estivesse eternamente interrompida por uma parede invisível que nos impede até de tentar. Você joga toda a culpa em mim e eu, honestamente, já não sei mais o que faço para te provar que tudo o que eu digo é verdade. O que eu tenho que gritar para que você entenda que não há nenhuma outra capaz de fazer com que eu me sinta assim, nenhuma outra que chegue aos teus pés.
E, de repente, me dou conta para onde meus pés me levaram. Parece até que meu inconsciente meio bêbado me mostrando o caminho para aquilo que eu não deveria estar fazendo. Eu tento me livrar de você, mas parece que, toda vez que isso acontece, meus pés me carregam para perto de ti, novamente. E quem sou eu para negar a melhor companhia do mundo? Quem sou eu para fingir que não sinto nada e que tudo isso é só mentira? Por isso, apenas por isso, eu jogo uma pedra na tua janela como já fiz outras mil vezes, e espero você chegar. Apenas por que eu preciso saber como você está. Apenas para garantir que os olhos ainda contêm as mesmas chamas ferozes que sempre inflavam quando eu a via. Não que eu precisasse disso. Não que ela significasse o mundo para mim. Eu apenas queria… Saber como você estava. Só isso.
- Eu não tenho ideia do que você está fazendo aqui, mas eu sugiro que você vá embora antes que se arrependa.
A porta abriu tão lentamente que eu mal pude ver seus passos curtos e sua forma aparecendo no escuro. A luz da lua destacava seus traços irônicos e a falta de surpresa em seu rosto. A sobrancelha erguida parecia perfeitamente adequada para a situação, e eu não pude evitar de me sentir um pouco tonto na sua presença.
- Eu só… – Porra. Porra. Porra. Não é hora para gaguejar. – Sei lá. Tava passando aqui por perto.
- Qualquer bar, ou vestígio de civilização, fica do outro lado da cidade, Henrique. E mesmo que fosse aqui do lado, você ainda assim não deveria estar aqui. Não sei quantas vezes vou ter que dizer isso para que você finalmente entenda.
- Talvez eu tenha dado alguns passos a mais… Não me pareceu muito grande a distância, em comparação.
- Comparação com o quê?
- Com a distância entre nós dois.
(Silêncio.)
- Henrique… Vai embora, por favor.
- Não posso.
- Pode sim, e eu não sei por que você insiste com essa ideia ridícula de continuar atrás de mim depois de tudo. Acabou, ponto final. Não tem mais história para nós dois, mesmo que isso seja a coisa que você mais quer no mun…
- Ana.
Os olhos se erguem e me encaram com uma indignação digna de aplausos. Você odeia tanto ser interrompida que eu não pude deixar de assistir a essa cena de irritação.
- Que foi?
- Não fala mais, por favor. – antes que você abra a boca, eu me adianto. – Sei que isso não é o que você mais deseja, mas fui eu quem vim até você. Fui eu quem corri atrás. Eu nem sei como vim parar aqui, mas não me arrependo. Acho que eu… Precisava te ver. Saber se estava tudo bem com você. Não ouvindo a tua voz pelo telefone, por que eu sei como você sabe enganar. Precisava saber se você ainda usa essa camisa velha para dormir.
Um sorriso se abre no teu rosto, e eu não sei se estou no caminho certo, ou se estou apenas indo de mal a pior.
- Pode continuar tirando com a minha cara, ela ainda é mais confortável do que esses micro pijamas que as tuas novas platinadas usam.
- E continua sendo mais bonita do que qualquer uma delas. Incrível. – seus olhos se reviram e eu dou gargalhada desse teu jeito tão teu. Anos se passaram e você ainda não aprendeu a conviver com os meus elogios.
- Henrique…
- Que foi? Não to mentindo.
- Eu sei que não.
- Então? Qual é o problema?
- Esse é o problema.
- Sabe, Anna, tem vezes que você mais me confunde do que se explica. Qual é o problema de eu te achar a garota mais linda que eu conheço?
- O problema é que eu não sou, Henrique. Não sou mesmo. E você achar isso só cava mais fundo o buraco em que nós estamos. Por isso, por favor, trata de começar a achar elas mais bonitas do que eu. Começa a achar que eu sou branca demais e que meu cabelo escuro faz com que eu pareça a Mortícia. Sei lá, põe defeito.
Não deu para conter a risada quando você disse isso.
- Sério mesmo, Anna? E posso saber quais seriam os defeitos que você está pondo em mim?
- Bem… Ahn. Eu acho que eu estou me focando mais na personalidade, e dizendo que você é orgulhoso e teimoso demais. Que não me escuta nunca…
- …Eu sempre te escuto…
- Que não ta nem aí para mim, sempre preferindo qualquer outra garota do que eu. Me foco no fato de que você só me procura quando a saudade aperta e você decide que precisa de mim. Isso não é vida, Henrique. Isso não é relacionamento, não é nada. E, mesmo que você faça com que eu esqueça disso de vez em quando, eu ainda me amo acima de tudo. E amar à nós dois, ao mesmo tempo, não dá certo. Não funciona. É… Melhor esquecer. Só isso.
- Já disse que não é tão fácil assim, porra. Se fosse, não acha que eu já teria te deixado partir? Não esquece que eu também sinto o mesmo. Ana… Isso não é fácil. Tem vezes que eu desejo sumir da tua vida pra sempre, apenas para poder te ver mais feliz. Eu sinto falta de quando você ria sem motivo algum, quando tudo parecia bem mais fácil para você. Eu quero, com todo meu coração, acreditar que não tem nada a ver comigo, mas eu sei a resposta. Você sempre diz que me mudou, e é verdade. Você me mudou para melhor… E eu te destruí. Sempre fui um desastre, então, qualquer coisa ruim que você fizesse, jamais seria ruim o bastante. Mas você era perfeita. Ainda é, para mim. A sua vida era calma, e eu apareci apenas para desestabilizar. E…
- Henrique.
- Não, deixa eu terminar. E eu sinto muito por isso, mesmo. Sinto muito por não poder ser o príncipe que você merecia que eu fosse. Sinto muito por aparecer aqui meio bêbado e durante a madrugada, quando eu deveria estar indo dormir contigo. Por te ligar quando eu deveria segurar sua mão. Por… Tudo isso que eu te meti. Você realmente merecia estar com algum cara legal que te desse todo o amor e atenção do mundo, e isso ainda é menos do que o que você merece. Eu deveria te deixar em paz, virar as costas e nunca mais voltar a te ver. Mas, Anna… Eu não consigo. Pode parecer estúpido demais, mas eu não agüentaria ver outra pessoa te fazendo mais feliz do que eu pude. Outro cara, principalmente. Eu não quero te perder, não quero te deixar ir embora. Quero ficar, te abraçar e dizer que tudo vai ficar bem. Mas eu não sei fazer essas coisas, Anna. Eu não sei ser a pessoa que te faz sorrir. Só o que eu posso te oferecer é esse trapo… É pouco, comparado a ti, mas é tudo o que eu tenho. Eu to quebrado e totalmente fodido, mas cada parte disso aqui, é tua. Se você quiser, é claro.
(Silêncio.)
- Ana…
- Que foi?
- Diz alguma coisa.
(Silêncio.)
- Acontece, Henrique, que eu não sei se é isso que eu quero. Não mais.
(Silêncio.)
O vento, sempre atrapalhando, levou seus cabelos ao rosto e impediu que eu visse sua expressão, mas isso não era necessário. Pela sua voz, era possível identificar a dor por trás das palavras. E quem sou eu para julgar? Eu não te mereço. Desde o início, isso sempre foi claro. Você é demais para mim – muito mais do que eu merecia, esperava e sabia que jamais teria. Essa garota, bem na minha frente, já havia superado todas as minhas expectativas e agüentado mais de um ano nessa montanha russa, apenas por amor. Você já havia suportado milhares de decepções. Eu a guiei para esse caminho, eu a induzi a me odiar, não me querer por perto. A culpa é toda minha, o erro é todo meu. Disse a ela que era impossível durar para sempre, e fiz com que ela finalmente concordasse com tudo isso que eu tinha a dizer. E sabe o que eu ganhei com isso?
Nada.
Saber que eu finalmente havia ganhado essa batalha não fez com que eu me sentisse nenhum pouco vitorioso. Não fez com que eu sentisse nada, além de um vazio imenso que ameaçava me engolir inteiro. Seus olhos escuros encontraram os meus, e a mesma frieza de suas palavras me acertou em cheio. Meus joelhos fraquejaram, e tudo que eu queria era te segurar em meus braços.
As lágrimas se formando em teu rosto me impediram de dar um único passo para a frente.
- Henrique?
- Diga.
- Já ta tarde… Acho melhor você ir embora.
- E é isso mesmo que você quer? – por favor, diga que não.
(Silêncio.)
- O que eu quero não importa. Mas é isso que eu acho certo.
- Se é tão certo assim, porque me parece tão errado simples dar as costas e ir embora?
(Silêncio.)
Um suspiro.
- Finalmente chegamos à mesma linha de raciocínio. – um sorriso no canto do teu lábio se ergue, mas ele não faz com que eu me sinta melhor. – Boa noite, Henrique. E que esse boa noite seja o suficiente para suprir a falta de você em todas as outras noites.
- O que isso significa?
- Adeus, Henrique.
Em câmera lenta, você se vira e caminha de volta para a porta. A eterna barreira que continua nos separando. O ar enche meus pulmões – eu preciso gritar, preciso dizer que você é importante demais para te ver partir tão simples assim. Minha pele inteira formiga. Quero correr até você, segurar seu pulso e me certificar de que você jamais cogite ir novamente. Mas meus pés, tão importantes dentro dessa missão de resgate, resolvem não se mexer. E meus olhos, por sua vez, secam ao olhar, pelo o que eu julgo ser a última vez, o cabelo moreno ondular e cair sobre as costas, as pernas darem passos certeiros e confiantes, os braços se moverem no ritmo do corpo, a cabeça se erguer e não deixar dúvidas de sua decisão. Durante todos esses segundos intermináveis, não houve uma única parte minha que não tenha sentido a sua perda com força máxima e letal. Não houve um único milésimo em que eu não desejei poder apenas te puxar de volta para mim e esquecer que algum dia tínhamos sido tão diferentes.
Acontece que eu não fiz – e, assim, te vi partir.
Meio segundo antes da porta se fechar, a última coisa que vi foram seus olhos. Negros, seguros, confiantes, inteligentes, sarcásticos. Olhos que nunca mentiram para mim, mas sempre omitiram toda a verdade. Frieza. Toda nossa construção desmoronou, e sobrou apenas essa distância fria e cruel. Dor. Tão presente em você quanto em mim. E não há nada que eu possa fazer para afastá-la do teu peito – a única maneira, é me afastando também. Se é isso que vai fazer você sorrir, quem sou eu para impedir?
(A porta se fecha. O último olhar se vai.)
- Adeus, Anna.
terça-feira, 27 de março de 2012
Amando sempre
Pra que poupar amor se quando amamos não tem essa de “amo pouquinho”, “amo mais ou menos”? Amamos por completo. Amamos por duas, ou até por três, quatro pessoas. Quando amamos o coração insiste em nos mostrar que não existe amor de metades, mas que existe a nossa outra metade que será amada por inteiro.
Obrigada Dono por me ensinar isso todos os dias!
Te amo mais que muitaoooooooooooooooooooooooooooooonhaozaooo
Beijos nas mãos de sua sempre,primeira e unica
{[eva]}_LS
quarta-feira, 21 de março de 2012
Memórias
Memórias pairam sob o ar. E por uma ironia qualquer, de tanto você respirar; inspirar e expirar na esperança de cessar um pouco a dor; você acaba por se sentir mais sufocada do que nunca.
Três e cinquenta e nove da manhã, e seu masoquismo tremendo continua berrando insistentemente na sua cabeça “por favor, não me abandone.” Seu corpo inteiro treme, sua mão começa a suar frio, exatamente como da primeira vez que você o viu. Eele ainda é o motivo de tudo. Ainda é o motivo das suas mãos suarem, do seu corpo tremer, dos seus olhos quase se fecharem por medo de enxergar a realidade e do seu coração parar de resistir.
Seu rosto abatido demonstra o que as noites de sono, frequentemente interrompidas pela sua insanidade e dificuldade de distorcer o real da fantasia, acabaram por fazer.
Restos de bebidas quentes no canto do quarto, que costumavam me preencher, já não me completam mais. Tudo o que se é obtido nas tentativas falhadas de transformar a dor em esquecimento, é apenas mais um nó na garganta. Um nó maior que tudo, um nó por causa do nada. Um nó pela sua ausência… E pela minha, também.
Três e cinquenta e nove da manhã, e seu masoquismo tremendo continua berrando insistentemente na sua cabeça “por favor, não me abandone.” Seu corpo inteiro treme, sua mão começa a suar frio, exatamente como da primeira vez que você o viu. Eele ainda é o motivo de tudo. Ainda é o motivo das suas mãos suarem, do seu corpo tremer, dos seus olhos quase se fecharem por medo de enxergar a realidade e do seu coração parar de resistir.
Seu rosto abatido demonstra o que as noites de sono, frequentemente interrompidas pela sua insanidade e dificuldade de distorcer o real da fantasia, acabaram por fazer.
Restos de bebidas quentes no canto do quarto, que costumavam me preencher, já não me completam mais. Tudo o que se é obtido nas tentativas falhadas de transformar a dor em esquecimento, é apenas mais um nó na garganta. Um nó maior que tudo, um nó por causa do nada. Um nó pela sua ausência… E pela minha, também.
(Você já deveria saber que eu não existo sem você.)
— Por favor, não me mata. — Não me mata mais do que já matou. Não me mata mais uma vez, por favor.
Essa sou eu no ápice da falta, quebrando todas as minhas armaduras e promessas feitas ao longo do tempo, jogando tudo o que eu construí no lixo. Eu não… Posso te ter longe. Mas dói saber que, eu não posso, também, te ter.
— Por que você…
— Fica quieto, por favor. Não me pergunta por que, porque eu também não sei. É comum eu sentir sua falta, você sabe disso. Eu simplesmente não pude aguentar ficar tanto tempo sem ouvir sua voz. Desculpa por isso.
— Mas não tinha um horário melhor pra você…
(Você me lembra o quão idiota você costumava ser. E também me lembra do quanto eu adorava isso. E ainda adoro)
— Não, não tinha. Não tinha porque saudade não tem hora. Só tem endereço, nome, sobrenome e a voz mais linda do mundo. Eu sei o quanto eu sou idiota por fazer isso, eu sei. Eu sei que amanhã eu vou me arrepender amargamente por ter me agarrado no meu travesseiro e ter pensado em você. Eu sei que amanhã eu vou me arrepender amargamente por ainda ficar procurando o seu cheiro naquela blusa minha, ou naquele meu casaco antigo.
Eu sei que amanhã eu vou desejar nunca ter procurado as suas antigas mensagens no meu celular, ou aquelas fotos de quando nós ainda costumávamos ser felizes. Eu sei que amanhã eu vou me socar por ter escutado aquela música e pensado em você. Mas eu sei que depois de amanhã, eu vou fazer tudo de novo.
Eu ainda penso em você, você ainda faz parte da minha vida. Então me explica por que eu deixei de fazer parte da sua. Me explica por que você conseguiu dormir perfeitamente, enquanto tudo o que eu soube fazer era sentir sua falta e fugir do sono só pra poder não sonhar com você? Me explica o que eu faço quando a realidade me lembra você, e a fantasia também me faz ouvir a sua voz? Me explica como reagir quando até acordada eu sonho com o seu rosto? Me explica o que pode ser feito quando até respirar, me lembra você?
— Ei… Não faz assim.
— Sim, eu faço assim. Eu faço assim porque eu sinto sua falta, e você parece não sentir a minha. Quando você me mandou sair da sua vida, eu não esperei que você fosse superar tão fácil, tão rápido…
— E eu não…
— Não! Agora você me escuta. Você me machucou por exatos três anos, e por que resolveu dar um fim nisso logo agora, depois de finalmente me deixar convencida de que a gente era pra sempre, mesmo isso sendo totalmente errado, mesmo isso doendo? Por que você resolveu ir embora e me deixar pra trás? Por que eu precisei te assistir seguindo em frente e sorrindo, enquanto eu só queria retroceder? Por que você foi preencher o seu vazio com centenas de outras mulheres, quando o meu amor por você era, é, e será, um trilhão de vezes maior do que o de todas elas? Por que você deixou ir tão longe… Se eu e você, não mais nós, nunca seriamos o suficiente um para o outro?
— Porque eu achei que… Sentimento bastasse. — Você suspira.
(E desde quando não basta?)
— O meu, bastava. — E podia continuar bastando — Você sabe que sim. Quando eu tentava te ajudar nas melhores e nas piores horas. Quando ninguém te entendia, ninguém percebia quanta angústia você carregava, eu estava lá, por perto, como sempre. Você sabe que eu estava.
Quantas vezes eu fui a única a perceber que você não se sentia tão bem? Quantas vezes eu fui a única a te oferecer um abraço e segurar a sua mão? Quantas vezes eu disse “ei, deita aqui no meu colo”, mesmo que você que devesse fazer isso? Quantas vezes eu ignorei os meus problemas, as minhas mágoas apenas para não descontar em você? Quantas vezes eu quis te matar por ser tão idiota e cafajeste, e esqueci disso só por lembrar que apesar de tudo você era aquele cara que eu amava? Quantas vezes eu demonstrei que te amei?
(E amo.)
— Eu nunca duvidei de você. E você sabe disso. Mas você sabe o quanto a gente já tentou demais. E se machucou demais. Eu só quero que você desista, de vez.
Como eu poderia desistir de alguém que faz parte de mim? Eu me sinto tão pequena, tão desprotegida, tão… Não. Sem tão. Eu me sinto um nada sem você. Como se todas as minhas qualidades e defeitos sumissem, como se eu sumisse. Eu não me sinto. Eu não sinto nada sem você.
— Desistir. Assim como você fez.
— É.
— Você me ensinou o que é amor, o que é sentir, agora, por favor, me ensina como desistir também. Me ensina como esquecer as brigas bobas por ciúmes, e o quanto você ria delas. Me ensina como ignorar todas as vezes que você envolveu seus braços nos meus, e não me deixou sair de lá. Me ensina como, simplesmente, excluir da minha boca o gosto da sua. Me ensina como arrancar da minha pele, todos os seus toques. Me ensina a não pensar em você, quando eu escuto aquela nossa música. Me ensina a não querer voltar atrás. Me ensina como ser feliz sem você, quando você ainda vive em mim. Quando eu ainda tenho todas as nossas coisas guardadas e ainda durmo com a nossa foto embaixo do travesseiro. Quando eu ainda peço por você quando vejo uma estrela cadente. Me ensina a não pensar na melhor noite da minha vida, a que eu passei com você, quando ela ocupa a minha cabeça o dia inteiro. Me ensina isso, por favor. Porque eu ainda não consegui aprender.— Eu sinto muito. Mas agora você vê a razão pela qual eu…
— Sim… — eu te interrompo, mais uma vez. — Eu vejo a razão pela qual você decidiu ficar longe. Eu vejo que você me destruiu, me deixou em pedaços. Mas também, que seria a única pessoa capaz de me reconstruir, colocar cada pedacinho no lugar. Eu me acostumei com você. E não consigo me imaginar com outra pessoa senão você. O meu coração pede urgentemente pelo seu toque, pelo seu cheiro. E o que eu faço sem isso? O que eu faço quando me acostumei a me entregar a você? Eu nunca consegui muito bem ficar sozinha, pensar sozinha. O que eu faço quando você costumava puxar a minha orelha quando eu fazia algo errado, e guiava os meus passos quando eu necessitava? O que eu faço quando eu ainda não consigo encontrar alguém pra te preencher? O que eu faço sem você?
— Parece que você aceita o fato de que nunca vai ser feliz perto de mim. Mas também tem medo de ficar longe. Eu gostaria de entender isso. — Eu também gostaria.
— Eu fui feliz com você durante muito tempo.
— Parecia ser… Mas era uma mentira.
— Não, não parecia… Eu realmente era. Foi o nosso medo de doer no final, que fez isso acontecer. Que fez a dor substituir a felicidade, as lágrimas os nossos sorrisos, os olhares cabisbaixos os abraços, que fez o tudo se transformar em nada. E o nós… Em eu e você. Eu, sofrendo, de um lado, você… Nem tão feliz, do outro.
— Eu me sinto um idiota por isso. Por sempre querer o melhor pra você, e acabar te machucando mais ainda. Eu me sinto um idiota por ter tentado te deixar pra trás desse jeito.
— Eu me sinto uma idiota por isso. Por nunca querer o melhor pra mim. Eu me sinto uma idiota, por sempre acabar indo atrás de você. De novo, de novo e de novo.
— É por isso que não dá certo.
— Eu sei… Eu sou como o sentimento, e você a razão.
— Não. Não volta nessas razões do por que não deu certo. Me dói.
— Dói em mim também.
— Mas já doeu mais…
— Comigo, não. A dor aumenta a cada dia. E eu queria poder dividir tudo isso com você, ao seu lado.
— Me desculpa.
— Eu desculpo… Eu só queria que você lembrasse o que você disse, que estaria comigo, independente do que acontecesse. Eu não exigi em momento algum que desse certo, só que desse em algo. E olhe agora onde estamos. Uma ligação às quatro e meia da manhã, falando as mesmas coisas de sempre… Pra nada. Por nada.
Eu só queria que você lembrasse que nós tinhamos planos… Lembra? Eu só queria que você lembrasse de mim, a cada vez que passasse naquela praia. Porque é o que eu faço, todos os dias. Não que eu precise de algum lugar, ou motivo pra te recordar. Mas como o desespero é grande… Pelo menos isso, eu te imploro.
— Eu não gosto de lembrar de você… — Não, não me machuca mais. Por favor.
(Silêncio.)
— Eu não gosto de me lembrar de você, porque me faz querer voltar atrás.
— E então por que não volta? — Retruco.
— Eu não quero te causar tudo isso de novo. Eu não quero fazer você sentir desde o primeiro momento, até o último. Porque é exatamente isso o que dói. Lembrar do início e rever o fim. É um vazio dentro de mim. E droga… Eu errei em dizer que procuraria alguém pra preenchê-lo. Não é tão fácil. Eu vou sempre sentir a sua…
— Minha…
— Falta. Mesmo que eu negue, mesmo que seja só no fundo. Sempre vai ter algo faltando.
— Sempre é o tempo que eu queria estar ao seu lado. — Minha voz falha em uma completa lamúria.
E a dor me consome novamente, as lágrimas, presas por muito tempo dentro de mim, agora já não se controlam. Eu ainda tenho esperanças que você me diga que isso tudo é uma grande brincadeira de mal gosto, que é uma mentira. Eu ainda tenho esperanças de que seja apenas um pesadelo, e que a gente esteja sorrindo amanhã, juntos, de novo. Eu tenho esperanças de que amanhã, eu vou me agarrar nos seus braços, e chorar de alívio. Mas não… Não é nada disso. Porque esse vazio dentro de mim, também é real. E ninguém vai me tirar.
— Eu te amo… — Você me diz, completamente convencido a me deixar pra trás.
— Eu também. Eu só não entendo… Nós estivemos tentando durante três longos anos fazer isso dar certo. Só me diz que a culpa não foi minha, por favor. Pela última vez. Eu prometo, te deixar em paz.
— A culpa não foi sua. — Eu me recomponho e me destruo novamente. — Foi nossa. Então… Eu acabo com tudo. Nós nunca vamos nos beijar novamente na chuva, nunca mais vamos correr um pros braços do outro quando o mundo estiver desabando. Nós nunca mais vamos rir daquelas coisas super sem graça e sem conexão alguma, que nos faziam gargalhar. Nós nunca mais vamos tentar ver sentido em algo que não tem. Nós nunca mais vamos ao shopping ou ao cinema juntos. Nós nunca mais vamos ficar de mãos dadas, e nem abraçados nos dias chuvosos. Nós nunca mais vamos brigar por coisas inúteis e depois ficarmos rindo do quanto nós somos estúpidos juntos. Nós nunca mais vamos aturar a minha insegurança, o meu medo de te perder, coisas que pareciam horríveis e que até mesmo fazem falta hoje. Nós nunca mais vamos sentir aquele medo e aquela preocupação de se tudo realmente daria certo. Nós nunca mais vamos inventar assuntos totalmente sem noção, apenas para puxar assunto um com o outro. Nós nunca mais vamos discutir por você ter bagunçado o meu cabelo, ou vice-versa. Nós nunca mais vamos gritar, berrar, um com o outro na frente de todo mundo, só porque nós estávamos nos implicando. Nós nunca mais vamos sentir o mesmo frio na barriga, a mesma respiração acelerada. Nós nunca mais vamos experimentar aquelas sensações que você costumava me dar. Nós nunca mais vamos à lugar algum. Nós nunca mais vamos ser nós. Nós… Nunca mais.
— Por favor, não me mata. — Não me mata mais do que já matou. Não me mata mais uma vez, por favor.
Essa sou eu no ápice da falta, quebrando todas as minhas armaduras e promessas feitas ao longo do tempo, jogando tudo o que eu construí no lixo. Eu não… Posso te ter longe. Mas dói saber que, eu não posso, também, te ter.
— Por que você…
— Fica quieto, por favor. Não me pergunta por que, porque eu também não sei. É comum eu sentir sua falta, você sabe disso. Eu simplesmente não pude aguentar ficar tanto tempo sem ouvir sua voz. Desculpa por isso.
— Mas não tinha um horário melhor pra você…
(Você me lembra o quão idiota você costumava ser. E também me lembra do quanto eu adorava isso. E ainda adoro)
— Não, não tinha. Não tinha porque saudade não tem hora. Só tem endereço, nome, sobrenome e a voz mais linda do mundo. Eu sei o quanto eu sou idiota por fazer isso, eu sei. Eu sei que amanhã eu vou me arrepender amargamente por ter me agarrado no meu travesseiro e ter pensado em você. Eu sei que amanhã eu vou me arrepender amargamente por ainda ficar procurando o seu cheiro naquela blusa minha, ou naquele meu casaco antigo.
Eu sei que amanhã eu vou desejar nunca ter procurado as suas antigas mensagens no meu celular, ou aquelas fotos de quando nós ainda costumávamos ser felizes. Eu sei que amanhã eu vou me socar por ter escutado aquela música e pensado em você. Mas eu sei que depois de amanhã, eu vou fazer tudo de novo.
Eu ainda penso em você, você ainda faz parte da minha vida. Então me explica por que eu deixei de fazer parte da sua. Me explica por que você conseguiu dormir perfeitamente, enquanto tudo o que eu soube fazer era sentir sua falta e fugir do sono só pra poder não sonhar com você? Me explica o que eu faço quando a realidade me lembra você, e a fantasia também me faz ouvir a sua voz? Me explica como reagir quando até acordada eu sonho com o seu rosto? Me explica o que pode ser feito quando até respirar, me lembra você?
— Ei… Não faz assim.
— Sim, eu faço assim. Eu faço assim porque eu sinto sua falta, e você parece não sentir a minha. Quando você me mandou sair da sua vida, eu não esperei que você fosse superar tão fácil, tão rápido…
— E eu não…
— Não! Agora você me escuta. Você me machucou por exatos três anos, e por que resolveu dar um fim nisso logo agora, depois de finalmente me deixar convencida de que a gente era pra sempre, mesmo isso sendo totalmente errado, mesmo isso doendo? Por que você resolveu ir embora e me deixar pra trás? Por que eu precisei te assistir seguindo em frente e sorrindo, enquanto eu só queria retroceder? Por que você foi preencher o seu vazio com centenas de outras mulheres, quando o meu amor por você era, é, e será, um trilhão de vezes maior do que o de todas elas? Por que você deixou ir tão longe… Se eu e você, não mais nós, nunca seriamos o suficiente um para o outro?
— Porque eu achei que… Sentimento bastasse. — Você suspira.
(E desde quando não basta?)
— O meu, bastava. — E podia continuar bastando — Você sabe que sim. Quando eu tentava te ajudar nas melhores e nas piores horas. Quando ninguém te entendia, ninguém percebia quanta angústia você carregava, eu estava lá, por perto, como sempre. Você sabe que eu estava.
Quantas vezes eu fui a única a perceber que você não se sentia tão bem? Quantas vezes eu fui a única a te oferecer um abraço e segurar a sua mão? Quantas vezes eu disse “ei, deita aqui no meu colo”, mesmo que você que devesse fazer isso? Quantas vezes eu ignorei os meus problemas, as minhas mágoas apenas para não descontar em você? Quantas vezes eu quis te matar por ser tão idiota e cafajeste, e esqueci disso só por lembrar que apesar de tudo você era aquele cara que eu amava? Quantas vezes eu demonstrei que te amei?
(E amo.)
— Eu nunca duvidei de você. E você sabe disso. Mas você sabe o quanto a gente já tentou demais. E se machucou demais. Eu só quero que você desista, de vez.
Como eu poderia desistir de alguém que faz parte de mim? Eu me sinto tão pequena, tão desprotegida, tão… Não. Sem tão. Eu me sinto um nada sem você. Como se todas as minhas qualidades e defeitos sumissem, como se eu sumisse. Eu não me sinto. Eu não sinto nada sem você.
— Desistir. Assim como você fez.
— É.
— Você me ensinou o que é amor, o que é sentir, agora, por favor, me ensina como desistir também. Me ensina como esquecer as brigas bobas por ciúmes, e o quanto você ria delas. Me ensina como ignorar todas as vezes que você envolveu seus braços nos meus, e não me deixou sair de lá. Me ensina como, simplesmente, excluir da minha boca o gosto da sua. Me ensina como arrancar da minha pele, todos os seus toques. Me ensina a não pensar em você, quando eu escuto aquela nossa música. Me ensina a não querer voltar atrás. Me ensina como ser feliz sem você, quando você ainda vive em mim. Quando eu ainda tenho todas as nossas coisas guardadas e ainda durmo com a nossa foto embaixo do travesseiro. Quando eu ainda peço por você quando vejo uma estrela cadente. Me ensina a não pensar na melhor noite da minha vida, a que eu passei com você, quando ela ocupa a minha cabeça o dia inteiro. Me ensina isso, por favor. Porque eu ainda não consegui aprender.— Eu sinto muito. Mas agora você vê a razão pela qual eu…
— Sim… — eu te interrompo, mais uma vez. — Eu vejo a razão pela qual você decidiu ficar longe. Eu vejo que você me destruiu, me deixou em pedaços. Mas também, que seria a única pessoa capaz de me reconstruir, colocar cada pedacinho no lugar. Eu me acostumei com você. E não consigo me imaginar com outra pessoa senão você. O meu coração pede urgentemente pelo seu toque, pelo seu cheiro. E o que eu faço sem isso? O que eu faço quando me acostumei a me entregar a você? Eu nunca consegui muito bem ficar sozinha, pensar sozinha. O que eu faço quando você costumava puxar a minha orelha quando eu fazia algo errado, e guiava os meus passos quando eu necessitava? O que eu faço quando eu ainda não consigo encontrar alguém pra te preencher? O que eu faço sem você?
— Parece que você aceita o fato de que nunca vai ser feliz perto de mim. Mas também tem medo de ficar longe. Eu gostaria de entender isso. — Eu também gostaria.
— Eu fui feliz com você durante muito tempo.
— Parecia ser… Mas era uma mentira.
— Não, não parecia… Eu realmente era. Foi o nosso medo de doer no final, que fez isso acontecer. Que fez a dor substituir a felicidade, as lágrimas os nossos sorrisos, os olhares cabisbaixos os abraços, que fez o tudo se transformar em nada. E o nós… Em eu e você. Eu, sofrendo, de um lado, você… Nem tão feliz, do outro.
— Eu me sinto um idiota por isso. Por sempre querer o melhor pra você, e acabar te machucando mais ainda. Eu me sinto um idiota por ter tentado te deixar pra trás desse jeito.
— Eu me sinto uma idiota por isso. Por nunca querer o melhor pra mim. Eu me sinto uma idiota, por sempre acabar indo atrás de você. De novo, de novo e de novo.
— É por isso que não dá certo.
— Eu sei… Eu sou como o sentimento, e você a razão.
— Não. Não volta nessas razões do por que não deu certo. Me dói.
— Dói em mim também.
— Mas já doeu mais…
— Comigo, não. A dor aumenta a cada dia. E eu queria poder dividir tudo isso com você, ao seu lado.
— Me desculpa.
— Eu desculpo… Eu só queria que você lembrasse o que você disse, que estaria comigo, independente do que acontecesse. Eu não exigi em momento algum que desse certo, só que desse em algo. E olhe agora onde estamos. Uma ligação às quatro e meia da manhã, falando as mesmas coisas de sempre… Pra nada. Por nada.
Eu só queria que você lembrasse que nós tinhamos planos… Lembra? Eu só queria que você lembrasse de mim, a cada vez que passasse naquela praia. Porque é o que eu faço, todos os dias. Não que eu precise de algum lugar, ou motivo pra te recordar. Mas como o desespero é grande… Pelo menos isso, eu te imploro.
— Eu não gosto de lembrar de você… — Não, não me machuca mais. Por favor.
(Silêncio.)
— Eu não gosto de me lembrar de você, porque me faz querer voltar atrás.
— E então por que não volta? — Retruco.
— Eu não quero te causar tudo isso de novo. Eu não quero fazer você sentir desde o primeiro momento, até o último. Porque é exatamente isso o que dói. Lembrar do início e rever o fim. É um vazio dentro de mim. E droga… Eu errei em dizer que procuraria alguém pra preenchê-lo. Não é tão fácil. Eu vou sempre sentir a sua…
— Minha…
— Falta. Mesmo que eu negue, mesmo que seja só no fundo. Sempre vai ter algo faltando.
— Sempre é o tempo que eu queria estar ao seu lado. — Minha voz falha em uma completa lamúria.
E a dor me consome novamente, as lágrimas, presas por muito tempo dentro de mim, agora já não se controlam. Eu ainda tenho esperanças que você me diga que isso tudo é uma grande brincadeira de mal gosto, que é uma mentira. Eu ainda tenho esperanças de que seja apenas um pesadelo, e que a gente esteja sorrindo amanhã, juntos, de novo. Eu tenho esperanças de que amanhã, eu vou me agarrar nos seus braços, e chorar de alívio. Mas não… Não é nada disso. Porque esse vazio dentro de mim, também é real. E ninguém vai me tirar.
— Eu te amo… — Você me diz, completamente convencido a me deixar pra trás.
— Eu também. Eu só não entendo… Nós estivemos tentando durante três longos anos fazer isso dar certo. Só me diz que a culpa não foi minha, por favor. Pela última vez. Eu prometo, te deixar em paz.
— A culpa não foi sua. — Eu me recomponho e me destruo novamente. — Foi nossa. Então… Eu acabo com tudo. Nós nunca vamos nos beijar novamente na chuva, nunca mais vamos correr um pros braços do outro quando o mundo estiver desabando. Nós nunca mais vamos rir daquelas coisas super sem graça e sem conexão alguma, que nos faziam gargalhar. Nós nunca mais vamos tentar ver sentido em algo que não tem. Nós nunca mais vamos ao shopping ou ao cinema juntos. Nós nunca mais vamos ficar de mãos dadas, e nem abraçados nos dias chuvosos. Nós nunca mais vamos brigar por coisas inúteis e depois ficarmos rindo do quanto nós somos estúpidos juntos. Nós nunca mais vamos aturar a minha insegurança, o meu medo de te perder, coisas que pareciam horríveis e que até mesmo fazem falta hoje. Nós nunca mais vamos sentir aquele medo e aquela preocupação de se tudo realmente daria certo. Nós nunca mais vamos inventar assuntos totalmente sem noção, apenas para puxar assunto um com o outro. Nós nunca mais vamos discutir por você ter bagunçado o meu cabelo, ou vice-versa. Nós nunca mais vamos gritar, berrar, um com o outro na frente de todo mundo, só porque nós estávamos nos implicando. Nós nunca mais vamos sentir o mesmo frio na barriga, a mesma respiração acelerada. Nós nunca mais vamos experimentar aquelas sensações que você costumava me dar. Nós nunca mais vamos à lugar algum. Nós nunca mais vamos ser nós. Nós… Nunca mais.
segunda-feira, 19 de março de 2012
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“Minha mãe sempre diz: Não há dor que dure para sempre! Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos. E apesar de saber de tudo isso porque algumas dores duram tanto?”(Chico Buarque)
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